Artigos
1.
GOMES, Elias E.. O lugar da cultura na educação: desafios para a extensão universitária brasileira. Barbaquá - Revista de Extensão e Cultura, v. 1, p. 33-40, 2017.
Acesse aqui
2.
GOMES, Elias E.; SETTON, M. G. J. . Marketing e Educação Política: um estudo sobre agentes, estratégias e interpretações da cultura. Educacao e Realidade, v. 41, p. 853-872, 2016.
Acesse aqui
3.
GOMES, Elias E.. Práticas socializadoras do gosto sexual e do exercício do sexo. Etnografica, v. 19, p. 51-75, 2015.
Acesse aqui
4.
GOMES, Elias E.. Sinais dos tempos, sinais dos lugares: reconfigurações dos modos como heterossexuais pensam os gostos sexuais de homossexuais. Revista de Antropologia (USP. Impresso), v. 58, p. 397-436, 2015.
Acesse aqui
5.
GOMES, Elias E.. As tramas da socialização: uma análise socioantropológica sobre sexualidade juvenil na religião. Cadernos CENPEC, v. 2, p. 65-87, 2012.
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Capítulo de livros
1.
GOMES, Elias E.. Os consultores de comunicação política no Brasil e a produção da crença. In: Fernanda Valli Nummer; Maria Cristina Caminha Castilhos França. (Org.). Entre ofícios e profissões: reflexões antropológicas. 1ed.Belém: GAPTA/UFPA, 2015, v. 1, p. 97-125.
2.
GOMES, Elias E.. A memória na educação política brasileira. In: Benedita Portugal e Melo; Ana Matias Diogo, Manuela Ferreira; João Teixeira Lopes; Elias Evangelista Gomes. (Org.). Entre crise e euforia: práticas e políticas educativas no Brasil e em Portugal. 1ed.Porto: Universidade do Porto, 2014, v. 1, p. 817-841.
Acesse aqui
3.
GOMES, Elias E.. Festa e pós-festa: a socialização de jovens evangélicos na metrópole.. In: MELLO, Luiz; SOUZA, Dalva Borges de; NUNES, Jodão H.; SOFIATI, Flavio M. (Orgs). (Org.). Questões de sociologia: debates contemporâneos.. 1ed.Goiânia: Cânone Editorial, 2012, v. , p. 51-71.
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domingo, 2 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Publicações de Paula Bueno
Artigos completos publicados em periódicos
BUENO, Roberto Eduardo; BUENO, Paula A. R.; MOYSES, Simone T.; MOYSES, Samuel J.; CARVALHO, Max. L. ; FRANCA, Beatriz H. S. Sustainable development and child health in the Curitiba metropolitan mesoregion, State of Paraná, Brazil. Health and Place, v. 19, p. 167-173, 2013. Disponível aqui.
BUENO, Paula Alexandra Reis;DALLA COSTA, Rosa Maria Cardoso; BUENO, Roberto Eduardo. A educomunicação na educação musical e seu impacto na cultura escolar. Educação e Pesquisa (USP. Impresso), v. 39, p. 493-507, 2013. Disponível aqui.
Resumos expandidos publicados em anais de congressos
BUENO, P. A. R. . A educomunicação na educação musical e seu impacto na cultura escolar. In: I Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Profissional Docente. 'A Aprendizagem Docente em Foco'., 2013, Curitiba. Anais do I Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Profissional Docente.. Curitiba: Editora UTFPR, 2013. Disponível aqui.
BUENO, R. E. ; MOYSES, S. T. ; MOYSES, S. J. ; BUENO, P. A. R. . CONSTRUCTION AND ANALYSIS OF CONCEPTUAL MODEL FOR HUMAN DEVELOPMENT AND HEALTH PROMOTION: INTERFACES BETWEEN SUSTAINABILITY, GOVERNANCE AND EQUITY. In: XIV Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação Strictu Sensu, 2012, Curitiba. XIV Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação Strictu Sensu, 2012. Disponível aqui.
Bueno, R. E. ; MOYSES, S. T. ; BUENO, P. A. R. ; MOYSES, S. J. . CONCEPTUAL MODEL FOR HUMAN DEVELOPMENT AND HEALTH PROMOTION: INTERFACES BETWEEN SUSTAINABILITY, GOVERNANCE AND EQUITY. In: ORAL HEALTH RESEARCH MEETING, 2012, FLORIANÓPOLIS. ORAL HEALTH RESEARCH MEETING, 2012.
Resumos publicados em anais de congressos
BUENO, R. E. ; BUENO, P. A. R. ; MOYSES, S. J. ; MOYSES, S. T. . Sustentabilidade e governança no desenvolvimento humano e na promoção da equidade em saúde.. In: III SEMINÁRIO BRASILEIRO DE EFETIVIDADE DA PROMOÇÃO DA SAÚDE., 2011, Rio de Janeiro/RJ. Anais do III Seminário Brasileiro de Efetividade da Promoção da Saúde: Ampliando o Diálogo com o Governo e a Sociedade.. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2011. Disponível aqui.
BUENO, Roberto Eduardo; BUENO, Paula A. R.; MOYSES, Simone T.; MOYSES, Samuel J.; CARVALHO, Max. L. ; FRANCA, Beatriz H. S. Sustainable development and child health in the Curitiba metropolitan mesoregion, State of Paraná, Brazil. Health and Place, v. 19, p. 167-173, 2013. Disponível aqui.
BUENO, Paula Alexandra Reis;DALLA COSTA, Rosa Maria Cardoso; BUENO, Roberto Eduardo. A educomunicação na educação musical e seu impacto na cultura escolar. Educação e Pesquisa (USP. Impresso), v. 39, p. 493-507, 2013. Disponível aqui.
Resumos expandidos publicados em anais de congressos
BUENO, P. A. R. . A educomunicação na educação musical e seu impacto na cultura escolar. In: I Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Profissional Docente. 'A Aprendizagem Docente em Foco'., 2013, Curitiba. Anais do I Simpósio Internacional Sobre Desenvolvimento Profissional Docente.. Curitiba: Editora UTFPR, 2013. Disponível aqui.
BUENO, R. E. ; MOYSES, S. T. ; MOYSES, S. J. ; BUENO, P. A. R. . CONSTRUCTION AND ANALYSIS OF CONCEPTUAL MODEL FOR HUMAN DEVELOPMENT AND HEALTH PROMOTION: INTERFACES BETWEEN SUSTAINABILITY, GOVERNANCE AND EQUITY. In: XIV Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação Strictu Sensu, 2012, Curitiba. XIV Mostra de Pesquisa da Pós-Graduação Strictu Sensu, 2012. Disponível aqui.
Bueno, R. E. ; MOYSES, S. T. ; BUENO, P. A. R. ; MOYSES, S. J. . CONCEPTUAL MODEL FOR HUMAN DEVELOPMENT AND HEALTH PROMOTION: INTERFACES BETWEEN SUSTAINABILITY, GOVERNANCE AND EQUITY. In: ORAL HEALTH RESEARCH MEETING, 2012, FLORIANÓPOLIS. ORAL HEALTH RESEARCH MEETING, 2012.
Resumos publicados em anais de congressos
BUENO, R. E. ; BUENO, P. A. R. ; MOYSES, S. J. ; MOYSES, S. T. . Sustentabilidade e governança no desenvolvimento humano e na promoção da equidade em saúde.. In: III SEMINÁRIO BRASILEIRO DE EFETIVIDADE DA PROMOÇÃO DA SAÚDE., 2011, Rio de Janeiro/RJ. Anais do III Seminário Brasileiro de Efetividade da Promoção da Saúde: Ampliando o Diálogo com o Governo e a Sociedade.. Rio de Janeiro: ABRASCO, 2011. Disponível aqui.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Pesquisas de Gabriela Valente
Doutorado:
As práticas docentes e a questão religiosa
Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo identificar e analisar a gênese das disposições de cultura de docentes e suas lógicas de ação quando se deparam com situações envolvendo a questão religiosa. Trata-se de uma pesquisa de doutorado de inspiração etnográfica e que pretende fazer uma análise com dimensões internacionais sobre a prática docente, avaliando as referências e argumentos disposicionais que são mobilizados na prática docente por professores/as franceses e brasileiros do Ensino Fundamental II (collège). A pesquisa situa-se na área de Sociologia da Educação, privilegiando como aportes a teoria da socialização e a sociologia pragmática. O estudo traz o debate sobre laicidade estatal e a questão religiosa na esfera pública educacional, utilizando referências teóricas brasileiras e francesas. Parte-se do pressuposto de que, algumas características culturais e disposicionais dos/as docentes, a saber, suas disposições híbridas de habitus, servem como um operador analítico das articulações de recursos mediadores de suas ações e discursos. Levando em conta a configuração sociocultural específica de cada país, a gênese da prática docente é analisada, a partir de uma perspectiva processual e relacional, onde a conformação de aspectos históricos, valorativos, individuais e contextuais se conjugariam, ora em tensão, ora em sinergia. Conclui-se que a prática docente nos dois países é resultado de uma pluralidade de lógicas de ação e que, a existência de um debate público sobre a questão religiosa e do conhecimento de normas sobre a laicidade, são fundamentais na definição da ação dos professores.
Palavras chaves: escola pública; prática docente; religião; educação; laicidade
Previsão de defesa: maio de 2019
Mestrado:
A presença oculta da religiosidade na prática docente
Resumo
Este estudo propõe a identificação e a análise da presença da religiosidade na escola pública a partir da observação de estratégias e mecanismos difusos. Partiu-se da hipótese de que a religiosidade estaria presente na escola de forma velada e naturalizada. Para contextualizar a religiosidade no ambiente escolar foi preciso dirigir o olhar para as formas como esse fenômeno se apresenta na sociedade brasileira e como os indivíduos pertencentes a essa sociedade percebem sua/s religiosiosidade/s. Para alcançar o escopo pretendido, procedeu-se a um estudo de caso em uma escola municipal na cidade de Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. Utilizou-se um arsenal de técnicas de coleta de dados inspiradas na metodologia etnográfica e construídas a partir da noção de cultura escolar (FORQUIN, 1993), entre elas, a observação de campo, questionários e entrevistas semiestruturadas realizadas com professoras. A partir da triangulação desses dados, construíram-se perfis de duas docentes com o objetivo de analisar suas práticas profissionais. Para categorizar as respectivas práticas utilizou-se a noção de crença (BOURDIEU, 2001). Dessa forma, como primeira conclusão pode-se dizer que são as crenças individuais configuradas, entre elas as religiosas, que fomentam as práticas docentes, devido à ausência de balizas ou limites a essas práticas. Consequentemente, a religiosidade, além de estar presente na prática destas profissionais, também influencia o processo de socialização das crianças que frequentam esse ambiente. Por fim, foi constatada a presença da religiosidade na escola pública de forma oculta, sendo a sua invisibilidade ao olho nu o que a legitima e a mantém de forma perene.
Palavras chave: Brasil, Escola pública, Prática docente, Religião, Religiosidade
Dissertação apresentada em 24 de junho de 2015.
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As práticas docentes e a questão religiosa
Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo identificar e analisar a gênese das disposições de cultura de docentes e suas lógicas de ação quando se deparam com situações envolvendo a questão religiosa. Trata-se de uma pesquisa de doutorado de inspiração etnográfica e que pretende fazer uma análise com dimensões internacionais sobre a prática docente, avaliando as referências e argumentos disposicionais que são mobilizados na prática docente por professores/as franceses e brasileiros do Ensino Fundamental II (collège). A pesquisa situa-se na área de Sociologia da Educação, privilegiando como aportes a teoria da socialização e a sociologia pragmática. O estudo traz o debate sobre laicidade estatal e a questão religiosa na esfera pública educacional, utilizando referências teóricas brasileiras e francesas. Parte-se do pressuposto de que, algumas características culturais e disposicionais dos/as docentes, a saber, suas disposições híbridas de habitus, servem como um operador analítico das articulações de recursos mediadores de suas ações e discursos. Levando em conta a configuração sociocultural específica de cada país, a gênese da prática docente é analisada, a partir de uma perspectiva processual e relacional, onde a conformação de aspectos históricos, valorativos, individuais e contextuais se conjugariam, ora em tensão, ora em sinergia. Conclui-se que a prática docente nos dois países é resultado de uma pluralidade de lógicas de ação e que, a existência de um debate público sobre a questão religiosa e do conhecimento de normas sobre a laicidade, são fundamentais na definição da ação dos professores.
Palavras chaves: escola pública; prática docente; religião; educação; laicidade
Mestrado:
A presença oculta da religiosidade na prática docente
Resumo
Este estudo propõe a identificação e a análise da presença da religiosidade na escola pública a partir da observação de estratégias e mecanismos difusos. Partiu-se da hipótese de que a religiosidade estaria presente na escola de forma velada e naturalizada. Para contextualizar a religiosidade no ambiente escolar foi preciso dirigir o olhar para as formas como esse fenômeno se apresenta na sociedade brasileira e como os indivíduos pertencentes a essa sociedade percebem sua/s religiosiosidade/s. Para alcançar o escopo pretendido, procedeu-se a um estudo de caso em uma escola municipal na cidade de Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo. Utilizou-se um arsenal de técnicas de coleta de dados inspiradas na metodologia etnográfica e construídas a partir da noção de cultura escolar (FORQUIN, 1993), entre elas, a observação de campo, questionários e entrevistas semiestruturadas realizadas com professoras. A partir da triangulação desses dados, construíram-se perfis de duas docentes com o objetivo de analisar suas práticas profissionais. Para categorizar as respectivas práticas utilizou-se a noção de crença (BOURDIEU, 2001). Dessa forma, como primeira conclusão pode-se dizer que são as crenças individuais configuradas, entre elas as religiosas, que fomentam as práticas docentes, devido à ausência de balizas ou limites a essas práticas. Consequentemente, a religiosidade, além de estar presente na prática destas profissionais, também influencia o processo de socialização das crianças que frequentam esse ambiente. Por fim, foi constatada a presença da religiosidade na escola pública de forma oculta, sendo a sua invisibilidade ao olho nu o que a legitima e a mantém de forma perene.
Palavras chave: Brasil, Escola pública, Prática docente, Religião, Religiosidade
Dissertação apresentada em 24 de junho de 2015.
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segunda-feira, 1 de abril de 2013
Resumo - TCC Gabriela Valente
Diferentes propostas curriculares para o ensino religioso e suas consequências para a laicidade do Estado
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo a análise de propostas pedagógicas de cinco estados brasileiros para o ensino religioso, produzidas entre 2000 e 2009, sob os aspectos da oferta do ensino, da organização do currículo, do conteúdo proposto, da orientação metodológica, da escolha do professor da disciplina e da avaliação. O procedimento de pesquisa adotado foi a análise documental, tomando por base a perspectiva de Kramer. Como referenciais optou-se por Fischmann e por Gimeno Sacristán. Pode-se verificar que, por mais que esses documentos sejam muito cuidadosos em seus discursos, abrem espaço para que haja discriminação religiosa em instituições escolares públicas. Sendo esta análise focada em apenas um âmbito do currículo – o currículo prescrito – atenta-se para o fato de que haverá ainda outras transformações até a sua chegada para os alunos, havendo um leque maior de possibilidades para o não cumprimento da laicidade do Estado.
Palavras chave: Ensino religioso; Escolas públicas; Estados brasileiros; Currículo; Laicidade
Resumo
O presente trabalho tem como objetivo a análise de propostas pedagógicas de cinco estados brasileiros para o ensino religioso, produzidas entre 2000 e 2009, sob os aspectos da oferta do ensino, da organização do currículo, do conteúdo proposto, da orientação metodológica, da escolha do professor da disciplina e da avaliação. O procedimento de pesquisa adotado foi a análise documental, tomando por base a perspectiva de Kramer. Como referenciais optou-se por Fischmann e por Gimeno Sacristán. Pode-se verificar que, por mais que esses documentos sejam muito cuidadosos em seus discursos, abrem espaço para que haja discriminação religiosa em instituições escolares públicas. Sendo esta análise focada em apenas um âmbito do currículo – o currículo prescrito – atenta-se para o fato de que haverá ainda outras transformações até a sua chegada para os alunos, havendo um leque maior de possibilidades para o não cumprimento da laicidade do Estado.
Palavras chave: Ensino religioso; Escolas públicas; Estados brasileiros; Currículo; Laicidade
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Publicações - Lisandra Ogg Gomes
ARTIGOS/PERIÓDICO PUBLICADOS
OLAREITA, B. F. ; SILVA, C. F. S. ; GOMES, LISANDRA OGG . UM OLHAR SOBRE UMA INFÂNCIA INDÍGENA - Entrevista de Beatriz Fabiana Olarieta, Conceição Firmina Seixas Silva, Lisandra Ogg Gomes com Paula Mendonça de Menezes. Teias (Rio de Janeiro), v. 19, p. 169-181, 2018.
Acesse aqui
GOMES, LISANDRA OGG. Estudos da infância: diálogos contemporâneos. CHILDHOOD & PHILOSPHY, v. 14, p. 05-10, 2018.
PEREIRA, RITA RIBES ; GOMES, LISANDRA OGG ; OLARIETA, BEATRIZ FABIANA ; SILVA, CONCEIÇÃO FIRMINA SEIXAS . ESTUDOS DA INFÂNCIA - DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS. Teias (Rio de Janeiro), v. 19, p. 03-07, 2018.
Disponível aqui
GOMES, LISANDRA OGG; NOGUEIRA, M. A. . A excelência escolar em uma escola pública de ensino médio. EDUCAÇÃO EM FOCO, v. 20, p. 189-208, 2017.
Disponível aqui
GOMES, LISANDRA OGG. Olhar atento às vulnerabilidades infantis. Revista Veras, v. 7, p. 172-178, 2017.
Disponível aqui
VIANNA, Cláudia; GOMES, Lisandra Ogg. "Rosa é de menina!" O que dizem as crianças sobre as questões de gênero na educação infantil. Revista Pátio. Porto Alegre, vol. XV, nº. 36, p. 08-11, jul./set., 2013.
GOMES, Lisandra Ogg. É necessário integrar as crianças à sociedade? Revista Veras, vol. 02, nº. 02, 2012. Disponível aqui.
BREDA, Bruna; GOMES, Lisandra Ogg. Entre a sociologia, a infância e as crianças: uma conversa com o sociólogo Jens Qvortrup. Currículo sem fronteiras, vol. 12, nº 02, maio/agosto, 2012. Disponível aqui.
GOMES, Lisandra Ogg. Um colóquio além-mar: entrevista com Claudio Baraldi. Sociologia da Educação Revista Luso-Brasileira, ano 02, nº. 03, mar., 2011. Disponível AQUI.
CAPÍTULO DE LIVRO PUBLICADO
GOMES, LISANDRA OGG. A construção da excelência escolar. In: Maria da Graça Jacintho Setton; Leonor Lima Torres; Elias Evangelista Gomes; Teresa Seabra; Fabiana Jardim; Bruno Dionísio; Maria Carla Corrochano. (Org.). Mérito, desigualdades e diferenças: cenários de (in)justiça escolar no Brasil e em Portugal. 1ed.Alfenas -- MG: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2017, v. 1, p. 95-113.
GOMES, L. O.. Questões particulares da infância na complexidade social. In: Magali dos Reis; Lisandra Ogg Gomes. (Org.). Infância: sociologia e sociedade. 1ed.São Paulo: Attar Editorial, 2015, v. 1, p. 123-144.
GOMES, L. O.; AVANZINI, C. M. V. . Concepçao de Infância, Criança e Educação. In: Alexsandro da Silva; Claudinéia Maria Vischi Avanzini; Ester Calland de Sousa Rosa; Telma Ferraz Leal. (Org.). Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. A criança no ciclo de alfabetização. Caderno 02. 1ed.Brasília: Ministério da Educação, 2015, v. 1, p. 1-9.
GOMES, Lisandra Ogg. Os processos de socialização, as crianças e a migração. In: MAZZA, Débora; SIMON, Olga Von (orgs.). A mobilidade humana e diversidade sociocultural. Jundiaí/SP: Paco Editorial, 2012.
OLAREITA, B. F. ; SILVA, C. F. S. ; GOMES, LISANDRA OGG . UM OLHAR SOBRE UMA INFÂNCIA INDÍGENA - Entrevista de Beatriz Fabiana Olarieta, Conceição Firmina Seixas Silva, Lisandra Ogg Gomes com Paula Mendonça de Menezes. Teias (Rio de Janeiro), v. 19, p. 169-181, 2018.
Acesse aqui
GOMES, LISANDRA OGG. Estudos da infância: diálogos contemporâneos. CHILDHOOD & PHILOSPHY, v. 14, p. 05-10, 2018.
PEREIRA, RITA RIBES ; GOMES, LISANDRA OGG ; OLARIETA, BEATRIZ FABIANA ; SILVA, CONCEIÇÃO FIRMINA SEIXAS . ESTUDOS DA INFÂNCIA - DIÁLOGOS CONTEMPORÂNEOS. Teias (Rio de Janeiro), v. 19, p. 03-07, 2018.
Disponível aqui
GOMES, LISANDRA OGG; NOGUEIRA, M. A. . A excelência escolar em uma escola pública de ensino médio. EDUCAÇÃO EM FOCO, v. 20, p. 189-208, 2017.
Disponível aqui
GOMES, LISANDRA OGG. Olhar atento às vulnerabilidades infantis. Revista Veras, v. 7, p. 172-178, 2017.
Disponível aqui
VIANNA, Cláudia; GOMES, Lisandra Ogg. "Rosa é de menina!" O que dizem as crianças sobre as questões de gênero na educação infantil. Revista Pátio. Porto Alegre, vol. XV, nº. 36, p. 08-11, jul./set., 2013.
GOMES, Lisandra Ogg. É necessário integrar as crianças à sociedade? Revista Veras, vol. 02, nº. 02, 2012. Disponível aqui.
BREDA, Bruna; GOMES, Lisandra Ogg. Entre a sociologia, a infância e as crianças: uma conversa com o sociólogo Jens Qvortrup. Currículo sem fronteiras, vol. 12, nº 02, maio/agosto, 2012. Disponível aqui.
GOMES, Lisandra Ogg. Um colóquio além-mar: entrevista com Claudio Baraldi. Sociologia da Educação Revista Luso-Brasileira, ano 02, nº. 03, mar., 2011. Disponível AQUI.
CAPÍTULO DE LIVRO PUBLICADO
GOMES, LISANDRA OGG. A construção da excelência escolar. In: Maria da Graça Jacintho Setton; Leonor Lima Torres; Elias Evangelista Gomes; Teresa Seabra; Fabiana Jardim; Bruno Dionísio; Maria Carla Corrochano. (Org.). Mérito, desigualdades e diferenças: cenários de (in)justiça escolar no Brasil e em Portugal. 1ed.Alfenas -- MG: Editora Universidade Federal de Alfenas, 2017, v. 1, p. 95-113.
GOMES, L. O.. Questões particulares da infância na complexidade social. In: Magali dos Reis; Lisandra Ogg Gomes. (Org.). Infância: sociologia e sociedade. 1ed.São Paulo: Attar Editorial, 2015, v. 1, p. 123-144.
GOMES, L. O.; AVANZINI, C. M. V. . Concepçao de Infância, Criança e Educação. In: Alexsandro da Silva; Claudinéia Maria Vischi Avanzini; Ester Calland de Sousa Rosa; Telma Ferraz Leal. (Org.). Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. A criança no ciclo de alfabetização. Caderno 02. 1ed.Brasília: Ministério da Educação, 2015, v. 1, p. 1-9.
GOMES, Lisandra Ogg. Os processos de socialização, as crianças e a migração. In: MAZZA, Débora; SIMON, Olga Von (orgs.). A mobilidade humana e diversidade sociocultural. Jundiaí/SP: Paco Editorial, 2012.
domingo, 16 de setembro de 2012
Agenda agosto/setembro de 2012
Encontros
GPS
Dias
06, 13 e 27 de agosto
Discussão
textos:
Tese
Doutorado Premiada pela CAPES na área da Educação
Bernard
Lahire – O Homem Plural
Claudia
Fonseca – Quando um caso NÃO é um caso
Dia
17 de
setembro
Conferência
Abertura Profa.
Maria da Graça Setton
VII
Fórum de Escolas de Moda e VIII Colóquio de Moda
ABEPEM
– Associação Brasileira de Estudos e Moda
Rio
de Janeiro
Dia
18 de setembro
Participação
da Profa. Maria da Graça Setton
Mesa
Redonda – Educação
Musical na Contemporaneidade
IV
Semana de Educação Musical
VIII
Encontro Regional Sudeste da ABEM – Associação Brasileira de
Educação Musical – 17 a 21 de setembro de 2012 – Instituto de
Artes da UNESP
Outubro/Novembro
/ Dezembro de 2012
Excepcionalmente
o GPS não realizará encontros presenciais.
Atividades
Graça
Setton – Estágio de Pesquisa no Exterior – Universidade Paris –
Descartes – Paris.
Kadyne
Macedo – Apresentação Trabalho Final em Novembro do Simpósio de
Iniciação Científica
Fernanda
Campagnucci – Desenvolvimento Trabalho de Campo e Escrita de sua Qualificação de Mestrado –
fevereiro de 2013
Gabriela
Valente – Frequência Disciplinas do Mestrado
Elias
Evangelista – Preparação Viagem Bolsa Sanduíche Espanha –
Universidad Complutense de Madri
Michelle
Prazeres – Escrita da Tese de Doutorado a ser defendida em Março
de 2013
Rodrigo
Ratier – Desenvolvimento Trabalho de Campo e Escrita de Parte de
sua Qualificação de Doutorado
Ana
Sefton – Escrita capítulos tese de Doutorado e retorno ao campo
sábado, 15 de setembro de 2012
A interiorização silenciosa das disposições de habitus - Palestra Graça Setton
IV
congresso de Moda
SENAI
– Rio de Janeiro
17
de setembro de 2012
Conferência proferida pela Profa.
Maria da Graça Setton
Título:
A interiorização silenciosa das disposições de habitus
Primeiramente,
boa tarde a todos
É
com grande satisfação que aceitei o convite dos organizadores deste
evento para estar aqui presente com vocês.
O
que trago é uma reflexão que venho travando com meus alunos do
Programa de Pós-Graduação em Educação, da Faculdade de Educação
da USP, no interior do grupo de pesquisa denominado Praticas de
Socialização Contemporânea, coordenado por mim, acerca dos
processos e estratégias de socialização, mas especificamente as
estratégias pouco visíveis e silenciosas da educação que incidem
sobre nosso comportamento ou nas nossas práticas de cultura.
A
pesquisa que deu ensejo a essa discussão, refere-se a uma Iniciação
Científica, realizada por uma graduanda em Pedagogia, da FE-USP; tal
estudo se insere ainda no escopo de investigações realizadas acerca
de outras práticas ou disposições de habitus,
entre elas as disposições de gosto relativas à moda, com base em
estratégias difusas e ocultas de socialização.
Portanto,
passam notadamente, pelo exercício de um aprendizado a partir de um
convívio e ou de uma impregnação cultural silenciosa.
Vale
ressaltar que o que trago ainda para vcs nessa palestra, acerca das
práticas relativas à moda podem e devem ser estendidas para todas
as práticas de cultura.
Mas
....o que é mesmo uma prática de cultura?
Trata-se,
no meu entender, de todo tipo de comportamento cotidiano, toda ação
que faz parte da rotina dos indivíduos ou dos grupos, toda prática
que, compondo o dia-a-dia de cada um, explicita um modo
de ser e de fazer
dos agrupamentos humanos.
Assim,
as práticas
de cultura
em geral podem enquadrar-se nas ações mais prosaicas
como, por exemplo, as maneiras de se alimentar, de se vestir ou
arrumar o interior das casas
podem
enquadrar-se nas escolhas mais extraordinárias,
como as relativas à participação em uma associação política,
religiosa ou artística, podem enquadrar-se numa opção de lazer ou
turismo ou podem se expressar ainda nos comportamentos relativos à
escolha de um livro para ler, bem como a tendência por uma expressão
estética ou de estilo.
Lembro
ainda como expressões de praticas de cultura toda sorte de ações,
ora conscientes ora inconscientes, que expressam um movimento
corporal quase instintivo, como o andar, o sentar, o falar, o
gesticular com as mãos, o ato de fazer um sinal da cruz em frente a
uma igreja ou mesmo beijar uma mesusá
ao
sair ou entrar em casa.
Neste
sentido, o que quero discutir aqui com vcs são aspectos relativos ao
processo de transmissão difusa de disposições de cultura que irão
condicionar uma prática social como a da moda.
Trata-se,
sobretudo, de uma investigação que procura dialogar com a teoria
disposicionalista empreendida por Pierre Bourdieu e Bernard Lahire,
entre outros, com a intenção de observar e aprofundar os
conhecimentos sobre estratégias educativas pouco investigadas, mas
muitas vezes involuntárias capazes de construir disposições de
habitus.
Preparei
para hoje uma apresentação montada em três momentos.
No
primeiro deles vou justificar
esta problemática
Em
seguida,
vou me ater aos mecanismos fundamentais que possibilitam o processo
de transmissão e incorporação de valores do gosto relativo à moda
e,
Por
ultimo,
vou me debruçar sob as condições de possibilidade de sucesso
destes processos de incorporação de disposições de cultura ou
disposições de habitus.
Assim
sendo, valeria iniciar observando que dentre os estudiosos que se
ocupam dos processos educativos, as reflexões acerca das estratégias
difusas e insensíveis na formação das disposições de habitus
ainda são pouco expressivas.
Grande
parte da produção socioantropológica sobre o assunto acaba por
revelar, sem verificação empírica, estilos de vida e de gosto,
revelações essas que ainda que relevantes, pouco nos auxiliam na
sistematização teórica de como eles se constroem.
Parto
do pressuposto que a moda e seus estilos são bons exemplos de
práticas culturais apreendidas de maneira insensível, desde a mais
tenra infância, no interior de instituições variadas, como a
família, a escola, clubes e demais espaços de convívio,
predominantemente realizadas nas relações de sociabilidade não
formais e não intencionais, no entanto, capazes de deixar marcas
profundas nas disposições de gosto dos indivíduos.
A
partir daí, dialogando com as contribuições de Pierre Bourdieu e
Bernard Lahire, busquei compreender melhor os mecanismos pelos quais
as disposições de gosto são transmitidas e incorporadas mesmo
quando não se tem a intenção explícita de educar/socializar em
certa direção.
Trata-se,
no meu entender, de um empreendimento necessário para avançar nas
questões teóricas relativas aos processos socializadores
silenciosos.
Assim
sendo, segundo Lahire, desde Bourdieu, a teoria sociológica vem
aceitando sem questionamentos a teoria da transmissão cultural do
gosto.
Admite
que Bourdieu registrou o maior esforço nesta direção, mas alerta
contudo, que precisamos aprender mais sobre como essa transmissão se
realiza.
De
acordo com Lahire, a disposição de gosto é uma realidade que deve
ser observada diretamente pelo pesquisador. Ela exigiria de nós um
trabalho de identificação dos princípios,
estratégias
ou modalidades práticas que geram a incorporação de uma
diversidade de disposições e gostos.
Nesse
sentido, inspirando-me nas proposições críticas de Lahire, julgo
que a noção de disposição de cultura, entre elas a da moda deve
ser melhor investigada a fim de poder avançar na compreensão das
estratégias socializadoras, em especial aquelas difusas, silenciosas
e ocultas.
Por
outro lado, no que se refere às contribuições de Bourdieu,
lembro
que
para ele, disposições de cultura exprimem, em primeiro lugar, o
resultado de uma ação cognitiva e organizadora das mentes,
apresentando um sentido próximo ao de palavras como estrutura
designa
uma maneira de ser, um estado habitual, em particular do corpo e,
sobretudo, uma predisposição, uma tendência, propensão ou
inclinação construída ao longo dos processos socializadores, às
vezes à custa de dores e sofrimentos individuais.
Segundo
Bourdieu, na expectativa de reconhecimento ou de obediência às
exigências de um espaço social específico, os agentes ver-se-iam
muitas vezes predispostos a agir segundo as demandas exteriores.
A
ação social seria, portanto, produto de um sentido
prático,
um ato realizado a partir das injunções de cobranças de um
contexto cultural singular.
Neste
sentido, disposição cultural e ou de gosto, entre elas às
relativas à moda, para Bourdieu, refere-se a um conjunto de esquemas
classificatórios,
apreendidos
de maneira sistemática ou de maneira difusa
no
seio da família ou no interior de instancias produtoras de valores
morais e comportamentais
com
forte poder formador e identitário.
Numa
tentativa de definição, Bourdieu afirma que disposição é o mesmo
que exposição.
É
porque o corpo é exposto,
posto em perigo no mundo e constantemente confrontado com o risco da
emoção, que se vê obrigado a levar o mundo a sério. Segundo ele,
aprendemos com o corpo. A
ordem social inscreve-se nos corpos através desta confrontação
permanente, mais ou menos dramática, mas que dá sempre grande lugar
à afectividade e, mais precisamente, às transacções afectivas com
o meio ambiente social.
Para
os interesses desta discussão, proponho então, agora, já na
segunda parte desta palestra mobilizar conceitos, autores e uma
sensibilidade do olhar para estudos sobre processos socializadores
difusos e pouco sistemáticos das praticas de cultura.
E
nessa direção é possível afirmar que além de teóricos como
Pierre Bourdieu e Bernard Lahire, outros como Peter Berger e Thomas
Luckamann, ambos sociólogos europeus, mas expatriados nos EU, e
autores do livro A
construção Social da Realidade,
contribuem nas reflexões desenvolvidas acerca dos processos
socializadores difusos e silenciosos.
Mais
especificamente, para Peter Berger e Thomas Luckmann a transmissão e
ou incorporação de um patrimônio cultural imaterial, entre eles,
as disposições de gosto, devem ser compreendidos na
e pela
interação simbólica entre grupos e indivíduos.
Esta
perspectiva permite apreender o processo de constituição das
disposições culturais de gosto, ou seja, a construção dos
esquemas mentais e comportamentais dos sujeitos tendo como base a
reciprocidade, a troca e a interação simbólica entre os
indivíduos.
Segundo
esta perspectiva, o mais íntimo
dos traços de personalidade ou dos comportamentos, as mais íntimas
das práticas individuais só podem ser apreendidas se detectarmos a
rede
de relacionamentos,
a configuração social e simbólica de indivíduos com seus
semelhantes.
Nesta
linha de raciocínio, perguntamos então objetivamente, como se
formam as disposições de gosto relativas à moda ou demais esquemas
de ação naturalizados, tal como os relativos à sexualidade ou à
religiosidade?
Tentando
responder a essas questões, penso que devemos privilegiar dois
momentos
Em
primeiro lugar devemos recuperar as modalidades
ou tipos
de situações de transmissão e incorporação de heranças
disposicionais do gosto e entre essas modalidades destaco a
importância da linguagem
e os modos de reiteração
de sentidos desta linguagem
Em
segundo lugar devemos considerar as condições
de possibilidade,
os alcances e limites dessas condições de transmissão e
incorporação, ou seja, a questão da autoridade
e os aspectos legitimadores
que envolvem essas estratégias.
Vejamos,
em relação ao aspecto da linguagem,
concordando com os autores afirmaria que ela é responsável pela
comunicação entre os indivíduos, ou seja, é responsável pela
comunicação entre um eu
e um outro,
e
por
extensão
a
linguagem ou os sistemas simbólicos, suas categorias do pensamento e
julgamento, tornam real e objetivo o mundo, dão um sentido coletivo
ao nosso mundo
Enquanto
sistema de sinais e significados apreendidos desde a mais tenra
infância, a linguagem falada e ou gestual não é neutra, ela nos
apresenta um mundo dotado de sentido e significados.
Em
outras palavras, poderíamos afirmar que os sistemas simbólicos ou a
linguagem podem ser concebidos de três maneiras.
Primeiro,
como estruturas de orientação da ação ou instrumentos
de conhecimento
do mundo dos objetos e seres que nos rodeiam.
Neste
sentido, a língua, a arte ou a religião são sistemas de símbolos
já estruturados, sistemas que todos nós temos acesso e fazemos uso
igualmente.
A
segunda maneira de conceber os sistemas simbólicos refere-se à
compreensão de estruturas
estruturadas
como um código
de comunicação
aqui
salientamos a natureza das equivalências entre sons e sentidos,
passível também de ser utilizada por todos.
Todavia,
esses símbolos de comunicação e conhecimento do mundo expressos na
linguagem não se reduzem à submissão passiva e consciente. O lento
processo de aquisição de referências inculcadas pelas instâncias
produtoras de cultura é resultado de experiências inconscientes.
A
família, a escola, o grupo de pares e mais recentemente as mídias,
cada um à sua maneira, imporiam, sem coerção ou consciência, um
sistema integrado de padrões de comportamento e representações.
Enquanto
produtos de determinações sociais, os bens culturais produzidos em
diferentes matrizes, submeteriam o agir e o pensar dos agentes de
forma lenta e velada.
Nesse
sentido, os sistemas simbólicos, assim concebidos, tornariam
possível o consenso sobre a realidade que nos cerca.
Símbolos
das mídias igualmente como a linguagem do cotidiano são
instrumentos de integração do mundo. Enquanto instrumentos de
conhecimento
e de comunicação
são responsáveis por parte do consenso acerca do sentido do mundo
social.
Desta
forma, qualquer tema significativo que a linguagem
abranja reiteradamente – entre eles as disposições relativas ao
gosto - poderá ser definido como um símbolo a ser seguido e tomado
como evidente e natural.
Não
obstante, para Berger e Luckmann, os processos de constituição
simbólica do mundo, por estarem sempre em constante construção
necessitam de reforço contínuo.
No
que se refere às práticas da moda, estratégias conscientes e
inconscientes – como por exemplo, a rotina das compras, a escolha
de uma vestimenta nos rituais festivos familiares ou grupais, a
consulta à experts no assunto - auxiliam a fornecer um ambiente de
tipificar escolhas, e de certa forma auxiliam na sedimentação de
tradições relativas à moda ou a um estilo.
Em
outras palavras, o conhecimento expresso reiteradamente do que é
próprio ou impróprio para se usar em tal ou qual ocasião ajudaria
a construir uma realidade, ordenando o mundo da moda que será
apreendido como um fato; e, em seguida este universo será
interiorizado na forma de uma disposição de gosto, como verdade.
Assim
sendo, quanto mais importante esse acervo de disposições para a
preservação da memória e estabilidade de um grupo de estilo, mais
cuidadoso será esse processo de fixação e legitimação;
mais
atentas serão as estratégias de sedimentação e reiteração de
uma tradição de estilo.
E
agora, indo para a terceira e ultima parte desta apresentação,
lembro que se até agora apresentei as estratégias lingüísticas e
cognoscitivas de transmissão de um corpo de símbolos e valores
imateriais, cumpre agora considerar as condições
de possibilidade
que viabilizam os processos de incorporação de disposições de
cultura, que embora sejam pouco perceptíveis, revelam-se poderosas e
insidiosas.
Como
primeira condição
de possibilidade
que assegura a permanência de certos aspectos de uma cultura
imaterial da moda, lembraria a regularidade em que elas se
apresentam.
Ou
seja, o ato de consumir a moda, o ato de se vestir de determinada
forma, escolher o que comprar e como combinar nossas roupas,
acessórios ou utensílios, revelam idiossincrasias grupais que são
continuamente repetidas, seja em grupo ou individualmente.
A
regularidade destas práticas expressa uma assertiva sobre a
identidade de um coletivo ou de um grupo de estilo, reforçando sem
conflito ou divergência, um gosto ou disposição de um jeito
determinado de como e o quê consumir.
Tempo,
regularidade, freqüência, rotina, são algumas noções que
expressam condições sociais favoráveis à construção de maneiras
de ser
trabalham
a favor de uma orquestração de sentidos em que evidencias
exteriores compõem representações acerca de um gosto.
Não
obstante, nem a linguagem
nem a reiteração
de valores da moda teriam força suficiente se não contassem com os
recursos de um sentido de autoridade
que perpassam todos eles.
Seria
necessário pois chamar atenção e compreender as funções de
domínio dos guardiões da herança cultural de um gosto.
Grupos
de pares, estilistas, ícones da moda, celebridades.....
Assim
sendo, indo além dessas duas formas de conceber os sistemas
simbólicos, ou seja, como instrumentos de conhecimento e
comunicação, poderíamos compreender também a linguagem como
instrumentos
de controle ou dominação.
Por
exemplo, a linguagem dos ícones midiáticos da moda, linguagem essa
expressa em comportamentos e estilos de ser e agir, como parte
integrante da cultura da moda, são mais que instrumentos de
conhecimento
e comunicação
deste
universo, podem ser instrumentos de poder.
Isto
é, todos os atos comunicativos, entre eles os das celebridades, não
estão destinados apenas a serem compreendidos.
São
também signos de autoridade a serem correspondidos.
Nesse
sentido, é preciso alertar para a necessidade de se observar quem
faz uso da linguagem da moda, de onde se fala sobre moda e quando se
fala sobre ela.
Afirmar
que toda linguagem de estilo deve ser vista dentro de um contexto
social de produção e veiculação é o mesmo que afirmar que ela
Terá
sempre um valor diferenciado, dependerá sempre da relação de
forças entre os locutores concorrentes no mercado da moda.
As
relações de comunicação podem então se constituir em relações
de forças que dependem, na forma e no conteúdo, do poder material e
simbólico acumulado pelos agentes
envolvidos nessas relações.
Dito
de uma outra forma, a imposição do discurso daquele que tem o
monopólio arbitrário do gosto traduz-se em um poder
simbólico;
poder de inculcar formas e categorias de conhecimento do mundo da
moda.
Segundo
Bourdieu, o poder
simbólico
ou violência
simbólica
poderiam ser definidos como formas de poder invisíveis, só podendo
ser exercidos com a cumplicidade daqueles que não sabem que estão
sujeitos a ele ou mesmo que o exercem
Mas,
como bem lembraria Berger e Luckmann interiorizamos e nos
identificamos com o mundo exterior, pois necessitamos de um
reconhecimento de nossos pares, em especial um reconhecimento dos
outros
que
nos são
significativos,
as autoridades que nos são concebidas como legítimas
Os
indivíduos então incorporariam o social, incorporariam as
disposições de cultura sob a forma de afetos,
na
valorização negativa ou positiva de prescrições ou enunciações
performativas de um gosto.
O
tom de voz, os silêncios, olhares e gestos sinalizariam sutilmente
uma ordem ou uma chamada à ordem social de um gosto.
Assim
sendo, as condições de eficácia dessas prescrições simbólicas
silenciosamente transmitidas estariam duradoura e emocionalmente
inscritas nos nossos corpos.
Mas
para finalizar, lembraria um alerta de Berger e Luckmann, ou seja, a
bagagem simbólica transmitida pelas tradições não é imutável.
Está
profundamente arraigada em nosso inconsciente identitário, mas pode
ser remodelada desde que condições específicas de socialização
permitam sua revalidação ou alteração.
Em
condições de pluralidade cultural como as de hoje, em que muitas
instâncias socializadoras competem na nossa formação de gosto,
como as mídias, as celebridades, os estilistas ou jornalistas da
moda, podemos identificar táticas de distinção e ou de hibridismo
na construção das disposições de gosto, abrindo espaço para uma
variedade de apreciações e ecletismos no âmbito das praticas e
estilos da moda, um verdadeiro jogo simbólico de referencias
identitárias e estilos de grupo.
Não
obstante, ainda que ambos sejam aspectos importantes, não se poderia
abordá-los nos limites dessa apresentação; servem, contudo, como
lembrete ou convite para próximas investigações.
Muito
obrigada pela atenção.
Bibliografia
Básica
SETTON,
Maria da Graça Jacintho. Educação
e Mídia.
São Paulo. Editora Contexto, 2010.
SETTON,
Maria da Graça Jacintho. Socialização
e Cultura – ensaios teóricos.
São Paulo. Editora AnnaBlume, 2012.
SETTON,
Maria da Graça Jacintho. Bernard Lahire: a multiplicidade das
condições de socialização e a cultura escolar. In REGO, Teresa
(org.) Educação,
Escola e Desigualdade,
Coleção Pedagogia Contemporânea, vol. 1, Petrópolis, Editora
Vozes, 2011.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Confira a agenda de atividades do GPS em Maio
Dia 04
Palestra - Professora Graça Setton, Michelle Prazeres e Rodrigo Rathier (doutorandos da FE-USP)
Título: "A produção acadêmica do Grupo Praticas de Socialização Contemporânena acerca das mídias".
Local: Curso de Licenciatura em Educomunicação - ECA / USP
Horário: 19:30hs
Dia 05
Palestra Professora Graça Setton
Curso: Escolas, comunidades e aprendizagem com pesquisa de opinião: educação como desenvolvimento local.
Título: A mídia concorre com o trabalho educativo da escola?
Horário: 9h
Local: Ação Educativa - Rua General Jardim, 660
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Um registro da defesa de Lisandra Ogg Gomes
A pesquisadora Lisandra Ogg Gomes, da Faculdade de Educação da USP e integrante
do GPS, defendeu nesta sexta-feira, dia 27, a sua tese de doutorado de título “Particularidades
da infância na complexidade social: um estudo sociológico acerca das configurações
infantis”.
A banca foi coordenada pela orientadora Maria da Graça Jacintho Setton (FE-USP)
e contou com a participação de especialistas em temas que cruzam o trabalho,
pesquisados sob a ótica dos processos de socialização: Claudia Vianna (FEUSP),
Maria Leticia (FEUSP), Rita Ribes (UERJ) e Maria Alice Nogueira (UFMG).
Maria Alice Nogueira ressaltou a qualidade do trabalho. “É um material consistente,
denso e traz uma bibliografia imponente
que me impressionou. Além disso, é um material original de um campo novo, a
sociologia e infância”, disse. “Metodologicamente, também faz uma contribuição
grande, com um campo vasto e trabalhoso”, concluiu.
Rita Ribes ressaltou a boa escolha de ter como ponto de partida a
simplicidade e citou Clarice Lispector. “A escritora tem uma frase em que diz ‘Ninguém
se engane. A simplicidade é fruto de muito trabalho’. Seu mérito é perceber a
complexidade que está neste simples”, disse a professora. Ao tecer as suas
considerações, ela ressaltou a grandeza do campo e a densidade teórica do
trabalho.
Claudia Vianna enalteceu o avanço do trabalho desde a qualificação e o cuidado
na escrita: “É raro um trabalho que traz o campo o tempo todo, dialogando com a
teoria. O texto tem esta ousadia. Além disso, é delicioso e prazeroso, de muita
qualidade. Um trabalho artesanal”, disse a professora, citando Mills.
A professora Maria Leticia Nascimento elogiou o intercâmbio que
aconteceu no percurso do trabalho. “Lisandra participou do grupo de estudos que
coordeno, eu fui ao GPS conversar com os alunos, e a tese reflete esta troca”,
disse, agradecendo a oportunidade de estar em diálogo com a pesquisadora. Ela
reforçou os elogios ao trabalho teórico da tese “São muitos campos muito bem
representados, com textos que vão dos clássicos aos contemporâneos. Não é fantástico
lançar mão de tantas questões para entender um grupo de crianças? Este é o
grande sentido dos estudos de sociologia da infância. Trazer esta complexidade
à tona”, afirmou. Por fim, ela ressaltou que seria de grande valia para quem
trabalha com sociologia da infância que a tese fosse publicada como livro.
Ao final de cada exposição, Lisandra comentou as principais questões
apontadas pelas professoras integrantes da banca. Após as exposições e
comentários, a professora Graça Setton teceu algumas considerações, agradecendo
a colaboração de todos e afirmando que foi uma grande satisfação acompanhar o
trabalho.
As integrantes da banca deliberaram pela aprovação da pesquisadora com recomendação
enfática de publicação da tese em formato de livro.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Agenda de abril de 2012
Confira as próximas atividades e encontros do Grupo de Pesquisa Práticas de Socialização Contemporâneas:
17 de abril
Encontro do GPS
Encontro do GPS
Discussão Tese de Doutorado Lisandra Gomes
Título - Particularidades da Infância na complexidade social - um estudo sociológico acerca das configurações infantis.
Às 17:30 horas
Faculdade de Educação da USP
Título - Particularidades da Infância na complexidade social - um estudo sociológico acerca das configurações infantis.
Às 17:30 horas
Faculdade de Educação da USP
Dia 20 de abril
Palestra Leituras sobre Norbert Elias
Palestra Profa. Graça Setton
Escola Superior de Propaganda e Marketing
R. Álvaro Alvim, 123, na Vila Mariana
R. Álvaro Alvim, 123, na Vila Mariana
Às 14 horas
Dia 27 de abril
Defesa de Tese Lisandra Ogg Gomes
Título - Particularidades da Infância na complexidade social - um estudo sociológico acerca das configurações infantis.
Sala 114 - Bloco B - Faculdade de Educaçào da USP
Defesa de Tese Lisandra Ogg Gomes
Título - Particularidades da Infância na complexidade social - um estudo sociológico acerca das configurações infantis.
Sala 114 - Bloco B - Faculdade de Educaçào da USP
Às 10 horas
Outras datas importantes
Até 12 de abril
Inscrições de trabalhos para a 35ª Reunião anual da ANPEd (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
Saiba mais: http://35reuniao.anped.org.br
De 25 a 27 de julho
III Colóquio Luso-Brasileiro de Sociologia da Educação (na UFRJ)
Prazo de inscrição de trabalhos encerrado.
Saiba mais: http://www.coloquiolusobrasileiro.com
Até 12 de abril
Inscrições de trabalhos para a 35ª Reunião anual da ANPEd (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
Saiba mais: http://35reuniao.anped.org.br
De 25 a 27 de julho
III Colóquio Luso-Brasileiro de Sociologia da Educação (na UFRJ)
Prazo de inscrição de trabalhos encerrado.
Saiba mais: http://www.coloquiolusobrasileiro.com
Veja também:
Texto da palestra "A interiorização silenciosa das disposições de habitus" - proferida pela Profa. Maria da Graça Jacintho Setton no
I Congresso Pan-Amazônico e VII Encontro da Região Norte de História Oral - História do Tempo Presente & Oralidades na Amazônia, que aconteceu entre os dias 27 e 30 de março de 2012, na Universidade Federal do Pará (UFPA).
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