sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Dica Laboratório de Pesquisas Sociológicas Pierre Bourdieu

Dica boa da GPSiana Morgana Dreon:
Laboratório de Pesquisas Sociológicas Pierre Bourdieu, coordenado pela professora Ione Valle, na UFSC. 
O grupo é bem ativo e é possível acompanhar pelo facebook o que eles produzem.
https://www.facebook.com/gpefesc/

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Preservação do patrimônio cultural no Brasil


Qual o lugar da natureza nas políticas de identificação, preservação e valorização do patrimônio cultural promovidas por órgãos como o Condephaat e o Iphan? Este curso de difusão pretende apresentar um panorama das ações destas instituições no âmbito do patrimônio natural, entendendo-o como parte constituinte das reflexões e ações sobre o patrimônio cultural. Será discutida sua conceituação, trajetória de atuação e casos paradigmáticos, bem como será apresentada uma leitura crítica da bibliografia disponível.

Usualmente relegada aos instrumentos previstos pela legislação ambiental — que trata de questões ecossistêmicas em parques, unidades de conservação, áreas de preservação, etc — a natureza é entendida nesse curso não só conceitualmente integrada à reflexão do patrimônio cultural mas também como elemento necessariamente mobilizado pelas políticas e ações dos órgãos de preservação. Debater a trajetória da ação no campo do patrimônio natural por parte de órgãos como o Condephaat e o Iphan permite refletir sobre e difundir trajetórias outras que aquelas normalmente associadas à história do patrimônio cultural no Brasil, marcadas pela posição hegemônica de discursos ligados à arquitetura e ao urbanismo e à categoria “patrimônio edificado”. Afastando a natureza da ação dos órgãos de preservação, mantendo-a limitada à atribuição da legislação ambiental, corre-se o risco de se negligenciar os sentidos, significados e valores culturais associados por diferentes grupos aos espaços naturais, bem como em insistir no mito de uma natureza intocada e ausente de ação humana. Nesse sentido, a ação dos órgãos de preservação pode potencializar a valorização e salvaguarda das memórias de grupos sociais não privilegiados pela história oficial, destacando sua relação cotidiana com espaços naturais.

Programa
12/9. A construção da noção de patrimônio natural
17/9. O Iphan e a proteção do patrimônio natural
19/9. A experiência paulista de preservação de áreas naturais, o Condephaat
24/9. A Unesco e o contexto internacional
26/9. A patrimonialização da natureza no contexto da Política do Patrimônio Imaterial e da Chancela da Paisagem Cultural Brasileira
28/09 (sábado). Aula de campo no Parque do Povo 
1º/10: Oficina com documentos oficiais

Sobre os ministrantes
Danilo Celso Pereira é geógrafo pela Universidade de São Paulo (USP), mestre em Geografia Humana também pela USP e mestre em Preservação do Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), tendo desenvolvido as atividades práticas do programa junto à Coordenação de Paisagem Cultural do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (DEPAM) da autarquia federal. Atualmente é discente em nível doutorado no Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da USP e pesquisador convidado do Grupo do CNPq do Instituto Florestal do Estado de São Paulo intitulado “Planejamento e Monitoramento de Áreas Naturais Protegidas”. Tem experiência nas áreas de Geografia e Patrimônio Cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: geografia crítica, cidades-patrimônio, patrimônio natural, paisagem cultural, políticas públicas de preservação e educação patrimonial. 

Felipe Bueno Crispim é licenciado em História pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus Assis. Mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Foi relator do processo de tombamento do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (IA) pela Diretoria de Patrimônio Artístico e Cultural de Jundiaí e membro do Conselho Editorial da Revista Patrimônio, Memória e Cidade, da Secretaria de Cultura de Jundiaí e parecerista da Revista Arqueologia Pública do Núcleo de Pesquisas e Estudos Ambientais (Nepam–Unicamp). É autor do livro Entre a Geografia e o Patrimônio: estudo das ações de preservação das paisagens paulistas pelo Condephaat (1968–1989) e membro do Grupo de Trabalho em História Ambiental da Associação Nacional de História — Seção São Paulo (Anpuh SP). Atualmente é doutorando no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp na linha de pesquisa História Intelectual, Cultura Visual e Patrimônios.

Serviço
Data e horário: 12/9 a 1º/10/2019, terças e quintas-feiras, das 14h às 17h
dia 28/9, sábado, das 9h às 12h
Carga horária: 21h
Vagas: 32
Público-alvo: profissionais e pesquisadores do campo do patrimônio cultural, estudantes, educadores e interessados em geral
Local: Casa de Dona Yayá (Rua Major Diogo, 353, Bela Vista – São Paulo/SP)
Inscrições gratuitas
Interessados devem preencher o formulário disponível em forms.gle/DCKMTBBaKkkxeLv27 até o dia 11/8.
Os selecionados serão notificados a partir do dia 19/8 exclusivamente por e-mail, devendo então confirmar a disponibilidade em participar do curso. Em caso de desistências, serão notificados os inscritos em lista de espera.
Critério de seleção: será avaliada a justificativa de interesse pela participação solicitada no formulário de inscrição

SEMANA EDUCOM 2019

SEMANA EDUCOM 2019
Direitos Humanos e educação: fundamentos para uma prática transformadora  

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Como os Direitos Humanos podem orientar a prática pedagógica? A Semana Educom 2019 inicia o mês de agosto com o tema “Direitos Humanos e educação: fundamentos para uma prática transformadora”. O diálogo entre Direitos Humanos e educação será feito através de questões que impactam estudantes e docentes, como a infância, o apagamento social, a saúde mental e o Ensino Médio das escolas públicas brasileiras
Nossa programação completa com todas as pessoas convidadas já está disponível em nossa página. Para saber mais,acesse aqui

Venha participar da Semana Educom e ajudar a pensar essa prática transformadora!
O evento ocorrerá de 05 a 09 de Agosto, a partir das 19h30 no Auditório Lupe Cotrim, no primeiro andar do prédio central da ECA-USP.

quarta-feira, 31 de julho de 2019

Educação e Pesquisa - Educação Especial

Prezados leitores e colaboradores,
Educação e Pesquisa tem o prazer de divulgar os novos artigos acrescidos recentemente ao volume contínuo 45, de 2019.
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Seção Temática: Educação Especial

Ramos, Marcela Salazar; Menéndez, Pedro Quiroga; Neira, Ximena Risco

Seção Artigos


Torres, Claudia Eugenia Toca; Rodríguez, Jesús Carrillo

Pérez, Gloria Contreras; González, Carmen Gloria Zúñiga

Cunha, Marcela Brandão

Martín, Pilar Alonso

Passos, Lucas dos Santos; Ribeiro, José Pedro Machado; Machado, Vânia Lúcia

Cubas, Marta Barcenilla; Levratto, Valeria

Heinsfeld, Bruna Damiana; Pischetola, Magda

Aguiar, Joana G.; Correia, Paulo Rogério Miranda

Ferreira, Laura Márcia Luiza

Mayorga, Rodrigo; Pascual, Javier

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O programa Bolsa Família e o acesso e permanência no Ensino Superior pelo PROUNI

Entrevista RBE | artigo "O programa Bolsa Família e o acesso e permanência no Ensino Superior pelo PROUNI"

 
 
seg, 08/07/2019 - 16:24
 
A Revista Brasileira de Educação (RBE), em seu lote de junho de 2019, traz o artigo "O Programa Bolsa Família e o acesso e permanência no Ensino Superior pelo Programa Universidade para Todos: a importância do 'eu me viro'", de autoria de André Pires, Paulo Cesar Ricci Romão, Victor Marques Varollo (PUC-Campinas). Confira entrevista com os pesquisadores, que apontam a necessidade de maior diálogo entre o Bolsa Família e políticas de inclusão no ensino superior, além da importância de se conhecer as trajetórias desses sujeitos como forma de aperfeiçoamento de políticas públicas. 
O artigo focaliza a trajetória de alunos cujas vidas acadêmicas se relacionam diretamente com a oferta dos programas Bolsa Família e Universidade para Todos (Prouni). O que lhes chamou atenção num primeiro momento nesta investigação?
Esta pesquisa está inserida dentro de um contexto mais amplo de investigações que, junto com meus orientandos da PUC-Campinas, vimos fazendo sobre as relações entre o Programa Bolsa Família (PBF) e a Educação. Como se sabe o Programa Bolsa Família, a partir de suas condicionalidades, confere um papel importante na educação como forma de enfrentamento da pobreza. Uma questão importante, decorrente desta premissa, é saber o que pensam os atores envolvidos nesta política sobre isso? Assim, fizemos pesquisas entrevistando beneficiárias do PBF com filhos matriculados na educação básica, com professores e equipes pedagógicas deste mesmo nível de ensino. A passagem para a educação superior foi quase que um passo “natural”. Como o local da investigação é uma Universidade privada sem fins lucrativos, imaginamos que encontraríamos alunos com vivências relacionadas ao PBF no conjunto dos alunos do Prouni desta instituição. E foi o que ocorreu. Chamou-nos atenção o número tão reduzido de estudantes que, tendo participado do PBF, chega ao ensino superior. Isto nos coloca um questionamento, retomado no final do artigo, que é refletir sobre possíveis formas de incentivo para a transição dos beneficiários do PBF, cuja exigência de frequência escolar se encerra aos 17 anos, no ensino superior. As políticas de inclusão no Ensino Superior atuais não dialogam com o PBF. Talvez uma contribuição da leitura do artigo seja pensar se este diálogo é pertinente ou não.
Como um contexto de privações pessoais e esforços familiares se evidenciam nessas trajetórias?
A expressão “eu me viro”, retirada da fala de uma entrevistada e que intitula o artigo, sintetiza como os esforços familiares e individuais são compreendidos por eles mesmos. Em nossa pesquisa, a experiência destes estudantes, que fazem parte do grupo de alunos mais pobres, dentre os mais pobres da Universidade, é permeada por narrativas que indicam altas doses de esforço e de privação pessoal. A presença das políticas públicas nesse percurso é sempre mediada pela questão do esforço, seja individual, seja familiar. E este é outro desafio importante no que se refere à formulação e à implantação de políticas públicas para os mais pobres, como também indicam outras investigações semelhantes.
A pesquisa capta uma maior valorização do Prouni frente ao Bolsa Família na perspectiva de superação buscada por esses estudantes. O que justificaria isso?
Temos algumas hipóteses para explicar esta diferença. O contexto onde a pesquisa foi realizada, uma IES privada sem fins lucrativos situada na região sudeste do Brasil, deve ser levado em consideração. O documentário de Ana Fonseca, uma das formuladoras do PBF (https://www.youtube.com/watch?v=sF8ppFUPpec), feito com ex-beneficiários do PBF matriculados em IES públicas do Nordeste, mostra uma situação muito diferente. O momento da realização das entrevistas, 2016 e 2017, marcado por manifestações onde se observava grande ataque aos gastos sociais do estado, sobretudo ao Bolsa Família, com grande repercussão na imprensa, pode também ter uma parcela de contribuição. Por último, o Prouni é considerado mais meritório do que o PBF, pois para dele participar é necessário obter uma nota mínima de 450 pontos no Enem e aprovação de pelo menos 75% das disciplinas cursadas em um período letivo. Ai a questão do “eu me viro”, tratada na pergunta anterior, volta a ter relevância.
Qual a importância da compreensão de trajetórias como essas para o entendimento dos dilemas de políticas públicas em educação no país, sobretudo em momentos mais dramáticos como o atual, de questionamentos da educação pública?
De fato, vivemos um momento dramático. Um governo que não tem projeto claro para a educação de um presidente que prometeu acabar com o “coitadismo” das políticas afirmativas durante sua campanha. As trajetórias destes estudantes mostram que este coitadismo nunca existiu, muito pelo contrário. Se eles valorizam mais o esforço pessoal do que as políticas públicas em suas trajetórias, penso que é o caso de aprender com essas experiências e aprimorar as políticas existentes e não enfraquecê-las. O Prouni e o PBF, por exemplo, são políticas relacionadas à educação, mas que não envolvem professores. Há muitos aspectos que poderíamos pensar em termos de aprimoramento destas políticas, e as experiências vividas pelos beneficiários são fundamentais nesse processo.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Revista Brasileira de Política e Administração da Educação

Caros leitores,

A Revista Brasileira de Política e Administração da Educação (RBPAE)
torna pública a chamada de artigos para o dossiê temático
“Militarização da Educação Pública”, organizado pelas professoras
Miriam Fábia Alves (UFG) e Catarina de Almeida Santos (UnB).

O prazo para a submissão de trabalhos para o dossiê é 10 de agosto de
2019.

A revista também receberá artigos de outras temáticas em fluxo contínuo.

Para submissão de trabalhos e maiores informações a respeito da chamada,
acessar o portal da revista: https://seer.ufrgs.br/rbpae/

Agradecemos o interesse pela RBPAE!

Cordialmente,

Chamada para o Dossiê Gestão da Educação

Prezados
Segue a chamada para o Dossiê que será publicado ainda este ano.
Contamos com a colaboração de vocês para divulgação.
Chamada de Artigos para Dossiê Temático
A Revista Educação Online do Programa de Pós-Graduação em Educação da PUC-Rio está com chamada aberta para o Dossiê Gestão da Educação, organizado pelos Profs. Drs. Cynthia Paes de Carvalho (PUC-Rio) e Gustavo Fischman (Universidade do Estado do Arizona), que será publicado na edição de setembro-dezembro de 2019.
Convidamos pesquisadores-doutores vinculados a programas de pós-graduação, a núcleos e a grupos de pesquisas, de instituições de ensino superior, a submeter Artigos com resultados de pesquisa e Resenhas de obras publicadas recentemente sobre temas relevantes no campo da Gestão da Educação brasileira e/ ou internacional.
As submissões devem ser feitas através do sistema da Revista até 30/09/2019.
http://educacaoonline.edu.puc-rio.br/index.php/eduonline
Os trabalhos devem observar as Diretrizes para Autores, disponíveis no site da Revista.
Cordialmente,

terça-feira, 11 de junho de 2019

UNIVESP - seleção de docentes

Mensagem da Univesp:

Prezados,

Retomamos o processo de seleção de docentes para disciplinas UNIVESP para o segundo semestre.

 Estamos interessados em docentes para o terceiro e quarto bimestre, para as disciplinas conforme abaixo:


(no link tem as ementas das disciplinas também.)

O processo de cadastro online facilita a seleção das disciplinas por docente (ele fornece toda a documentação necessária e também escolhe mais de uma disciplina se achar interessante). Assim que completarmos o processo seletivo, informaremos os docentes para cada uma das instituições. 

quinta-feira, 6 de junho de 2019

UFBA contrata docentes

São 57 vagas!
Uma pode ser sua!

Acesse aqui

Educação em Revista DOSSIÊ - PAULO FREIRE: O LEGADO GLOBAL

Colegas,

A Comissão Editorial de Educação em Revista comunica que acabou de ser publicado no Vol. 35/2018 o DOSSIÊ - PAULO FREIRE: O LEGADO GLOBAL. 

Os artigos desse dossiê são oriundos do 2º Congresso Internacional Paulo Freire: O Legado Global que ocorreu entre 28 de abril e 1º de maio de 2018 na Faculdade de Educação da UFMG.

Convidamos todos e todas à leitura e solicitamos a divulgação em suas listas.

Atenciosamente,
Adriana Duarte
Editora de Educação em Revista - UFMG