((Mensagem da professora Graça))
Na tentativa de contemplar os interesses dos alunos da disciplina e aproveitando o ambiente estabelecido pós- greve, pensamos em duas atividades que pudessem contribuir para o amadurecimento teórico oferecido pelas leituras do curso bem como pudessem auxiliar no debate acerca dos desafios do descompasso entre universidade e comunidade em geral.
Assim, elaboramos as seguintes atividades:
É essencial a leitura e a apropriação das leituras abaixo relacionadas.
Turma 1
Leitura
Pierre Lévy e os dois primeiros artigos da Revista Educação e Pesquisa, Em foco Educação e Tecnologia (referências no cronograma do curso).
Turma 2
Leitura
Setton, Maria da Graça. A mídia e o ensino superior: é possível a criação de um consenso. Revista Educação e Realidade. FE-UFRGS, vol.27, n.1, 151-181, 2002 (disponível na Internet).
Bourdieu, Pierre. Sobre a Televisão. Rio de Janeiro, Ed. Zahar, 1997.
Início da aula 19:45.
A classe será dividida em dois grupos
1-O primeiro irá montar uma discussão de aproximadamente meia hora para relatar aos colegas:
Como conceituar Cibercultura?
O que seria Educação à Distancia para Pierre Lévy e as outras pesquisadoras?
Qual a importância do conceito Inteligência coletiva neste processo?
Conceitos como interatividade, virtualidade, autonomia individual são importantes neste processo?
A tecnologia é neutra?
À serviço de quem ela está ou deveria estar?
Existe um consenso a respeito?
Qual o papel do professor neste processo? Ele será desqualificado?
2 – O segundo grupo irá montar uma discussão de aproximadamente meia hora para relatar aos colegas quais os instrumentos de tornar a notícia ideológica?
Como desconstruir o argumento da mídia?
Quais os aspectos a reelaborar?
Navegue pelas seções
quarta-feira, 8 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Avisos importantes
Pessoal,
Alguns avisos importantes que retomamos ontem durante a nossa aula.
1. Prova: o prazo foi estendido para dia 3 de agosto, em função do calendário de entrega das notas do semestre. As provas devem ser entregues na próxima aula ou no escaninho da professora Graça.
2. Aula dia 13: na próxima segunda, dia 13, teremos aula normal, no mesmo horário e sala. Faremos uma aula de amarração, em que trataremos de temas que elencamos na aula de ontem (dia 6) como aqueles que precisamos aprofundar. A professora vai planejar a aula nos próximos dias e pensar um formato para viabilizar a discussão da maior parte dos temas em questão. Foram recomendadas as leituras dos textos da professora Belmira (enviados por email) e de Pierre Levy, bem como o capítulo do livro da professora enviado por email e disponível no blog.
3. Fichamentos: não é mais possível entregar fichamentos atrasados.
Alguns avisos importantes que retomamos ontem durante a nossa aula.
1. Prova: o prazo foi estendido para dia 3 de agosto, em função do calendário de entrega das notas do semestre. As provas devem ser entregues na próxima aula ou no escaninho da professora Graça.
2. Aula dia 13: na próxima segunda, dia 13, teremos aula normal, no mesmo horário e sala. Faremos uma aula de amarração, em que trataremos de temas que elencamos na aula de ontem (dia 6) como aqueles que precisamos aprofundar. A professora vai planejar a aula nos próximos dias e pensar um formato para viabilizar a discussão da maior parte dos temas em questão. Foram recomendadas as leituras dos textos da professora Belmira (enviados por email) e de Pierre Levy, bem como o capítulo do livro da professora enviado por email e disponível no blog.
3. Fichamentos: não é mais possível entregar fichamentos atrasados.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Aulas dos dias 6 e 13
Caroas/as alunos/as,
A pedido da professora Graça, informo que na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, estaremos de volta às atividades do curso Mídia e Educação, no mesmo horário e na mesma sala.
As discussões seguirão o seguinte calendário:
Dia 6
Discussão sobre cibercultura, com textos de Pierre Levy e o texto do livro da professora, postado aqui no blog, sobre cibercultura.
Dia 13
Texto do Jesus Martin-Barbero
A pedido da professora Graça, informo que na próxima segunda-feira, dia 6 de julho, estaremos de volta às atividades do curso Mídia e Educação, no mesmo horário e na mesma sala.
As discussões seguirão o seguinte calendário:
Dia 6
Discussão sobre cibercultura, com textos de Pierre Levy e o texto do livro da professora, postado aqui no blog, sobre cibercultura.
Dia 13
Texto do Jesus Martin-Barbero
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Carta aberta do CAPPF aos docentes da Faculdade de Educação da USP
Prezados/as alunos/as,
Confiram abaixo a Carta aberta aos docentes da Faculdade de Educação da USP, enviada pelo CAPPF.
Apoiamos a iniciativa do CA e aproveitamos para informar a todos/as que, antes da greve, fizemos um debate em sala. Depois que aderimos à paralisação, aproveitamos que tínhamos este canal pela rede (nosso blog) e a nossa troca de e-mails para manter todos/as vocês informados/as sobre o que estava ocorrendo na mobilização.
Acompanhamos as movimentações para definir as nossas atividades de curso, fizemos uma das atividades (sobre EAD) como atividades de greve e suspendemos aulas e prazos em função das paralisações.
Mantivemos apenas o prazo da prova final, mas avaliamos que isso seria possível pelo fato de não de tratar de uma prova convencional, mas de uma questão a ser respondida sobre o curso, que independe inclusive do andamento das outras aulas, pois diz respeito a todo processo e não aos conteúdos especificamente.
Segue a carta abaixo.
Se quiserem, fiquem à vontade para divulgar.
Caros(as) professores(as),
Decidimos procurá-los através desta carta para polemizar a conduta que
alguns docentes vêm assumindo em relação à greve desde 5 de junho de 2009;
data da decisão coletiva da assembleia geral dos docentes.
Pensamos que tal adesão não deveria se limitar à ausência física das salas
de aula, pois o movimento não se restringe às pautas de reivindicação e às
palavras de ordem, mas demanda envolvimento e dedicação no sentido de um
aprofundamento dos debates. Buscamos resgatar o sentido público e
democrático da universidade, além de compreender o significado da política
autoritária implementada pela burocracia acadêmica e atual reitora. Assim,
para nós, estar em greve significa o mesmo que estar em trabalho formativo,
o qual se concretiza com as diversas atividades, discussões, deliberações,
tarefas, e com a reflexão necessária nos fóruns coletivos.
Partindo deste pressuposto, consideramos desmobilizador e incoerente que
alguns professores se declarem em estado de greve, ausentem-se da sala de
aula e, ao mesmo tempo, exijam dos alunos a entrega de trabalhos (finais ou
extras, como forma de "reposição" virtual de aulas, no segundo caso), em
prazos estabelecidos à revelia do movimento. Desmobilizador, porque toma dos
estudantes tempo e energia necessários ao envolvimento politizado com a
greve, nos forçando a optar entre o movimento ou a realização de tais
trabalhos; incoerente, pois a entrega dos mesmos pressupõe dedicação, do
professor e do aluno, e trabalho em atividades estranhas à greve,
compatíveis com a rotina normal. Vale salientar também que a qualidade na
produção destes fica comprometida, pois não é possível ampliar a consulta de
fontes na biblioteca, que está em greve, além de o acesso a meios virtuais
contemplar apenas os estudantes que possuem computador em detrimento aos que
precisam usar o serviço da sala pró-aluno. Que fique claro que apoiamos a
greve dos funcionários mesmo que nos impeça de utilizar esses serviços. Tal
impedimento pode gerar nos alunos dois possíveis movimentos extremamente
distintos: de indignação para com os funcionários, que acaba assumindo um
caráter egoísta, ou de indignação para com a reitoria da universidade que
não atende as demandas trabalhistas.
Destacamos também nossa discordância no tocante à situação de alguns
professores que não aderem as deliberações da própria categoria, e acima de
tudo e de todos impõem aos alunos uma concepção individual e excludente em
suas deliberações, concepção esta que deslegitima as instâncias democráticas
de expressão e organização coletivas, e por isso é destoante do que
concebemos como formação pedagógica. Há professores que simplesmente
encerraram o curso e não propuseram uma indicação de reposição de aulas,
conteúdos e métodos de avaliação pós-greve, como se não fosse importante
essa prática normal em situação de paralisação das aulas.
Alguns professores alegam ser democráticos em seu procedimento, porque este
teria sido "decidido coletivamente", na instância da sala de aula. Pensamos
que, malgrado a prática da decisão coletiva na sala seja, em outros
momentos, louvável sob o ponto de vista pedagógico, e embora seja muito
interessante que professores discutam o movimento e suas motivações junto a
seus alunos, tais discussões devem estar pautadas nas decisões tomadas,
democraticamente, nas assembleias de cada categoria, para não cairmos no
erro de deslegitimar os espaços coletivos de decisão, prática essa
importante para a formação política dos estudantes e também dos professores.
A exigência dos prazos "normais" para entrega de trabalhos e avaliações em
geral, nos parece além disso autoritária e contraditória à teoria
apresentada em sala de aula. O descumprimento individual de decisões
coletivas tomadas em instâncias legítimas de expressão de ideias e
organização, é a aceitação tácita da política autoritária que almeja o total
esvaziamento dessas mesmas instâncias, e a perda de sua legitimidade. Mas,
pior que isso, em nome de uma suposta "liberdade individual", utiliza
autoritariamente seu poder institucional conferido pela hierarquia,
prejudicando os alunos que levam a sério seu direito à expressão e
organização coletivas. Numa palavra, exercem retaliação acadêmica contra os
estudantes que lutam, democraticamente, em favor da manutenção de direitos
democráticos.
Por tudo isso, pedimos que TODOS os professores favoráveis ao movimento
suspendam TODAS as atividades estranhas à greve, para si e para seus alunos.
O espaço para expressão da opinião dos alunos da sua classe está garantido
na assembleia - e é lá que devemos orientá-los a atuar.
Pedimos, assim, um posicionamento claro por parte de vocês, nossos
professores, no tocante aos pontos levantados.
Desde já, agradecemos a atenção.
O Centro Acadêmico dispõe de um site www.cappf.org.br, e gostaríamos de
disponibilizar no mesmo a resposta dessa carta por parte do corpo docente da
Faculdade de Educação.
Cordialmente,
Centro Acadêmico Professor Paulo Freire.
--
CAPPF - Centro Acadêmico Professor Paulo Freire
Telefone: 11-3091-3293
Site: www.cappf.org.br
Confiram abaixo a Carta aberta aos docentes da Faculdade de Educação da USP, enviada pelo CAPPF.
Apoiamos a iniciativa do CA e aproveitamos para informar a todos/as que, antes da greve, fizemos um debate em sala. Depois que aderimos à paralisação, aproveitamos que tínhamos este canal pela rede (nosso blog) e a nossa troca de e-mails para manter todos/as vocês informados/as sobre o que estava ocorrendo na mobilização.
Acompanhamos as movimentações para definir as nossas atividades de curso, fizemos uma das atividades (sobre EAD) como atividades de greve e suspendemos aulas e prazos em função das paralisações.
Mantivemos apenas o prazo da prova final, mas avaliamos que isso seria possível pelo fato de não de tratar de uma prova convencional, mas de uma questão a ser respondida sobre o curso, que independe inclusive do andamento das outras aulas, pois diz respeito a todo processo e não aos conteúdos especificamente.
Segue a carta abaixo.
Se quiserem, fiquem à vontade para divulgar.
Caros(as) professores(as),
Decidimos procurá-los através desta carta para polemizar a conduta que
alguns docentes vêm assumindo em relação à greve desde 5 de junho de 2009;
data da decisão coletiva da assembleia geral dos docentes.
Pensamos que tal adesão não deveria se limitar à ausência física das salas
de aula, pois o movimento não se restringe às pautas de reivindicação e às
palavras de ordem, mas demanda envolvimento e dedicação no sentido de um
aprofundamento dos debates. Buscamos resgatar o sentido público e
democrático da universidade, além de compreender o significado da política
autoritária implementada pela burocracia acadêmica e atual reitora. Assim,
para nós, estar em greve significa o mesmo que estar em trabalho formativo,
o qual se concretiza com as diversas atividades, discussões, deliberações,
tarefas, e com a reflexão necessária nos fóruns coletivos.
Partindo deste pressuposto, consideramos desmobilizador e incoerente que
alguns professores se declarem em estado de greve, ausentem-se da sala de
aula e, ao mesmo tempo, exijam dos alunos a entrega de trabalhos (finais ou
extras, como forma de "reposição" virtual de aulas, no segundo caso), em
prazos estabelecidos à revelia do movimento. Desmobilizador, porque toma dos
estudantes tempo e energia necessários ao envolvimento politizado com a
greve, nos forçando a optar entre o movimento ou a realização de tais
trabalhos; incoerente, pois a entrega dos mesmos pressupõe dedicação, do
professor e do aluno, e trabalho em atividades estranhas à greve,
compatíveis com a rotina normal. Vale salientar também que a qualidade na
produção destes fica comprometida, pois não é possível ampliar a consulta de
fontes na biblioteca, que está em greve, além de o acesso a meios virtuais
contemplar apenas os estudantes que possuem computador em detrimento aos que
precisam usar o serviço da sala pró-aluno. Que fique claro que apoiamos a
greve dos funcionários mesmo que nos impeça de utilizar esses serviços. Tal
impedimento pode gerar nos alunos dois possíveis movimentos extremamente
distintos: de indignação para com os funcionários, que acaba assumindo um
caráter egoísta, ou de indignação para com a reitoria da universidade que
não atende as demandas trabalhistas.
Destacamos também nossa discordância no tocante à situação de alguns
professores que não aderem as deliberações da própria categoria, e acima de
tudo e de todos impõem aos alunos uma concepção individual e excludente em
suas deliberações, concepção esta que deslegitima as instâncias democráticas
de expressão e organização coletivas, e por isso é destoante do que
concebemos como formação pedagógica. Há professores que simplesmente
encerraram o curso e não propuseram uma indicação de reposição de aulas,
conteúdos e métodos de avaliação pós-greve, como se não fosse importante
essa prática normal em situação de paralisação das aulas.
Alguns professores alegam ser democráticos em seu procedimento, porque este
teria sido "decidido coletivamente", na instância da sala de aula. Pensamos
que, malgrado a prática da decisão coletiva na sala seja, em outros
momentos, louvável sob o ponto de vista pedagógico, e embora seja muito
interessante que professores discutam o movimento e suas motivações junto a
seus alunos, tais discussões devem estar pautadas nas decisões tomadas,
democraticamente, nas assembleias de cada categoria, para não cairmos no
erro de deslegitimar os espaços coletivos de decisão, prática essa
importante para a formação política dos estudantes e também dos professores.
A exigência dos prazos "normais" para entrega de trabalhos e avaliações em
geral, nos parece além disso autoritária e contraditória à teoria
apresentada em sala de aula. O descumprimento individual de decisões
coletivas tomadas em instâncias legítimas de expressão de ideias e
organização, é a aceitação tácita da política autoritária que almeja o total
esvaziamento dessas mesmas instâncias, e a perda de sua legitimidade. Mas,
pior que isso, em nome de uma suposta "liberdade individual", utiliza
autoritariamente seu poder institucional conferido pela hierarquia,
prejudicando os alunos que levam a sério seu direito à expressão e
organização coletivas. Numa palavra, exercem retaliação acadêmica contra os
estudantes que lutam, democraticamente, em favor da manutenção de direitos
democráticos.
Por tudo isso, pedimos que TODOS os professores favoráveis ao movimento
suspendam TODAS as atividades estranhas à greve, para si e para seus alunos.
O espaço para expressão da opinião dos alunos da sua classe está garantido
na assembleia - e é lá que devemos orientá-los a atuar.
Pedimos, assim, um posicionamento claro por parte de vocês, nossos
professores, no tocante aos pontos levantados.
Desde já, agradecemos a atenção.
O Centro Acadêmico dispõe de um site www.cappf.org.br, e gostaríamos de
disponibilizar no mesmo a resposta dessa carta por parte do corpo docente da
Faculdade de Educação.
Cordialmente,
Centro Acadêmico Professor Paulo Freire.
--
CAPPF - Centro Acadêmico Professor Paulo Freire
Telefone: 11-3091-3293
Site: www.cappf.org.br
sexta-feira, 19 de junho de 2009
CONFIRMADA atividade desta segunda, dia 22
Pessoal,
Escrevo para confirmar nossa atividade de segunda-feira, dia 22, com a professora Belmira Bueno, sobre educação à distância.
A maioria dos/as alunos/as se posicionou a favor e o pessoal que está envolvido com a greve avaliou que seria bom fazermos a atividade enquanto parte do calendário da mobilização.
Então, nos vemos às 19h30 no auditório da FE-USP.
Um abraço e até lá.
Michelle
Escrevo para confirmar nossa atividade de segunda-feira, dia 22, com a professora Belmira Bueno, sobre educação à distância.
A maioria dos/as alunos/as se posicionou a favor e o pessoal que está envolvido com a greve avaliou que seria bom fazermos a atividade enquanto parte do calendário da mobilização.
Então, nos vemos às 19h30 no auditório da FE-USP.
Um abraço e até lá.
Michelle
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Prova do curso Mídia e Educação
Prezados/as alunos/as
A pedido da professora Graça, disponibilizamos abaixo a questão que deve respondida e entregue até o dia 6 de julho para a avaliação final do curso Mídia e Educação.
A prova deve ser entregue no mesmo sistema dos fichamentos, em sala de aula.
Caso estejamos até o dia 6 em greve, daremos notícias sobre outras possibilidades.
Um abraço
Michelle
No nosso curso, estudamos a mídia como matriz de cultura e instituição socializadora na contemporaneidade. Como você pensava a(s) mídia(s) antes do curso e como pensa depois de nossas aulas? As discussões em sala, leituras e palestras provocaram alguma mudança no seu raciocínio em relação aos meios de comunicação e à compreensão do fenômeno das mídias na atualidade? Que mudança foi esta? Comente.
A pedido da professora Graça, disponibilizamos abaixo a questão que deve respondida e entregue até o dia 6 de julho para a avaliação final do curso Mídia e Educação.
A prova deve ser entregue no mesmo sistema dos fichamentos, em sala de aula.
Caso estejamos até o dia 6 em greve, daremos notícias sobre outras possibilidades.
Um abraço
Michelle
No nosso curso, estudamos a mídia como matriz de cultura e instituição socializadora na contemporaneidade. Como você pensava a(s) mídia(s) antes do curso e como pensa depois de nossas aulas? As discussões em sala, leituras e palestras provocaram alguma mudança no seu raciocínio em relação aos meios de comunicação e à compreensão do fenômeno das mídias na atualidade? Que mudança foi esta? Comente.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Posição da Congregação da FE-USP
Caros/as alunos/as,
Compartilhando...
Abs
Michelle
Prezadas Senhoras e Prezados Senhores, a pedido da Direção
encaminhamos o documento referente a posição da Congregação diante da
gravidade dos acontecimentos ocorridos no campus da USP na tarde de
09/06.
O documento foi aprovado por unanimidade (20 votos).
Atenciosamente.
Secretaria da Direção.
-----------------------------------------
"Posição da Congregação da Faculdade de Educação da USP
Diante da gravidade dos acontecimentos ocorridos no campus da USP na
tarde de 09/06/2009, a Congregação da FEUSP, reunida em 15/06/2009,
vem a público manifestar o que segue:
1. A presença da força policial no campus da USP não se coaduna, sob
qualquer pretexto, com as características do ambiente acadêmico e sua
retirada imediata é absolutamente imprescindível.
2. Não podemos aceitar passivamente que atos violentos instalem-se em
um espaço constituído para o pensamento e a reflexão. É preciso
encontrar formas de reabrir o diálogo e reinstalar a confiança na
palavra, de modo a permitir que os meios próprios para a solução de
conflitos universitários prevaleçam sobre a força bruta.
3. Considerando que é responsabilidade de todos nós, professores,
alunos e funcionários da USP, encontrar meios de afastar todas as
formas de violência no campus, para preservar a Universidade como um
espaço plural e democrático, de geração e partilha do saber, sugerimos
a constituição de uma comissão, formada por professores da USP, com
autoridade reconhecida pelas partes envolvidas, para mediar o presente
conflito e encaminhar, em regime de urgência, propostas de soluções
para as questões cruciais. Professora Doutora Sonia Teresinha de Sousa
Penin. Presidente da Congregação da Faculdade de Educação da USP. S.
Paulo, 15/06/2009.(original assinado)"
Compartilhando...
Abs
Michelle
Prezadas Senhoras e Prezados Senhores, a pedido da Direção
encaminhamos o documento referente a posição da Congregação diante da
gravidade dos acontecimentos ocorridos no campus da USP na tarde de
09/06.
O documento foi aprovado por unanimidade (20 votos).
Atenciosamente.
Secretaria da Direção.
-----------------------------------------
"Posição da Congregação da Faculdade de Educação da USP
Diante da gravidade dos acontecimentos ocorridos no campus da USP na
tarde de 09/06/2009, a Congregação da FEUSP, reunida em 15/06/2009,
vem a público manifestar o que segue:
1. A presença da força policial no campus da USP não se coaduna, sob
qualquer pretexto, com as características do ambiente acadêmico e sua
retirada imediata é absolutamente imprescindível.
2. Não podemos aceitar passivamente que atos violentos instalem-se em
um espaço constituído para o pensamento e a reflexão. É preciso
encontrar formas de reabrir o diálogo e reinstalar a confiança na
palavra, de modo a permitir que os meios próprios para a solução de
conflitos universitários prevaleçam sobre a força bruta.
3. Considerando que é responsabilidade de todos nós, professores,
alunos e funcionários da USP, encontrar meios de afastar todas as
formas de violência no campus, para preservar a Universidade como um
espaço plural e democrático, de geração e partilha do saber, sugerimos
a constituição de uma comissão, formada por professores da USP, com
autoridade reconhecida pelas partes envolvidas, para mediar o presente
conflito e encaminhar, em regime de urgência, propostas de soluções
para as questões cruciais. Professora Doutora Sonia Teresinha de Sousa
Penin. Presidente da Congregação da Faculdade de Educação da USP. S.
Paulo, 15/06/2009.(original assinado)"
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Carta da professora Graça aos alunos do curso
Caros alunos
Escrevo essa breve carta no sentido de manifestar minha posição a respeito dos últimos acontecimentos no interior do movimento de greve na USP.
Considero importante assinalar que ainda que haja reivindicações e pautas distintas entre os três setores ativos da universidade – alunos, funcionários e professores – é necessário apontar um aspecto que agora une todos nós. Trata-se da urgência da retomada das discussões a partir do entendimento sério, democrático e respeitoso do diálogo.
Neste sentido, a permanência das forças policiais no campus da USP deve ser repudiada, pois greve não é caso de polícia nem baderna. É um direito de todos enquanto trabalhadores e cidadãos. Sabemos que outros mecanismos e estratégias de negociação baseados nos direitos e deveres entre os interessados devem ser usados. Uma negociação com uma arma em nossa mira não seria democrático.
Vários relatos confirmam que muitos de nossos conhecidos foram agredidos, mesmo que um grupo de professores, alunos e funcionários tenha se esforçado no sentido de pedir calma e menos truculência aos policiais no dia 09 de junho.
São lamentáveis estes episódios em que a força e o poder das idéias trabalham contra o esclarecimento e alimentem o desconhecimento de um trabalho ardiloso de por fim ao direito de negociação. Os tempos estão mudando e nem no interior da universidade estamos conseguindo abrir espaço para discussão. Seria o fim da universidade pública, autônoma e de excelência acadêmica? Creio, com pesar, que mais do que uma pergunta de retórica esta pode ser uma hipótese que vem se confirmando com um conjunto de projetos e decisões tomadas por apenas um grupo reduzido de dirigentes que interferem na nossa prática docente e discente. Por exemplo, a carreira docente e a UNIVESP para a profissionalização de professores para a educação básica.
Vemos, simultaneamente, um desgaste, uma descrença nos movimentos coletivos, um grande desconhecimento dos motivos da insatisfação entre nós, informações desencontradas e toda sorte de problemas ao se construir um espaço democrático.
Posto isto, na tentativa de colaborar com o diálogo bem como uma alternativa a mais de circulação de idéias, proponho fazer deste espaço – nosso blog - um veículo de trocas de notícias sobre os acontecimentos, a fim de estabelecer debates entre nós e a comunidade fora da USP.
Não abdiquemos de explicar aos nossos familiares os motivos que nos levam a esta paralisação. Mandem e-mails contanto fatos ou enviando fotos que estimulem a franca posição para a negociação.
Bom, trabalho para todos.
Graça
15 de junho de 2009.
Escrevo essa breve carta no sentido de manifestar minha posição a respeito dos últimos acontecimentos no interior do movimento de greve na USP.
Considero importante assinalar que ainda que haja reivindicações e pautas distintas entre os três setores ativos da universidade – alunos, funcionários e professores – é necessário apontar um aspecto que agora une todos nós. Trata-se da urgência da retomada das discussões a partir do entendimento sério, democrático e respeitoso do diálogo.
Neste sentido, a permanência das forças policiais no campus da USP deve ser repudiada, pois greve não é caso de polícia nem baderna. É um direito de todos enquanto trabalhadores e cidadãos. Sabemos que outros mecanismos e estratégias de negociação baseados nos direitos e deveres entre os interessados devem ser usados. Uma negociação com uma arma em nossa mira não seria democrático.
Vários relatos confirmam que muitos de nossos conhecidos foram agredidos, mesmo que um grupo de professores, alunos e funcionários tenha se esforçado no sentido de pedir calma e menos truculência aos policiais no dia 09 de junho.
São lamentáveis estes episódios em que a força e o poder das idéias trabalham contra o esclarecimento e alimentem o desconhecimento de um trabalho ardiloso de por fim ao direito de negociação. Os tempos estão mudando e nem no interior da universidade estamos conseguindo abrir espaço para discussão. Seria o fim da universidade pública, autônoma e de excelência acadêmica? Creio, com pesar, que mais do que uma pergunta de retórica esta pode ser uma hipótese que vem se confirmando com um conjunto de projetos e decisões tomadas por apenas um grupo reduzido de dirigentes que interferem na nossa prática docente e discente. Por exemplo, a carreira docente e a UNIVESP para a profissionalização de professores para a educação básica.
Vemos, simultaneamente, um desgaste, uma descrença nos movimentos coletivos, um grande desconhecimento dos motivos da insatisfação entre nós, informações desencontradas e toda sorte de problemas ao se construir um espaço democrático.
Posto isto, na tentativa de colaborar com o diálogo bem como uma alternativa a mais de circulação de idéias, proponho fazer deste espaço – nosso blog - um veículo de trocas de notícias sobre os acontecimentos, a fim de estabelecer debates entre nós e a comunidade fora da USP.
Não abdiquemos de explicar aos nossos familiares os motivos que nos levam a esta paralisação. Mandem e-mails contanto fatos ou enviando fotos que estimulem a franca posição para a negociação.
Bom, trabalho para todos.
Graça
15 de junho de 2009.
Não haverá aula hoje
Atenção alunos/as do curso Mídia e Educação
Não haverá aula hoje, pois segue a greve de alunos, funcionários e professores na USP.
Em breve, postaremos aqui uma carta do grupo em repúdio à repressão no campus.
Sugerimos que visitem os seguintes sites para se manterem informados/as sobre a situação da greve e as atividades previstas:
http://www.cappf.org.br/tiki-index.php
http://www.adusp.org.br/
Fichamentos
Eu e a professora Graça estaremos na FE-USP hoje a partir das 17h. Receberemos - no escaninho dela ou na sala 223 - os fichamentos relativos aos textos da última aula (do seminário da Lisandra sobre Orozco e Barbero). Os demais fichamentos atrasados não serão corrigidos. Podem ser entregues, e serão considerados, mas não daremos um retorno em relação a eles.
Um abraço e boa semana!
Não haverá aula hoje, pois segue a greve de alunos, funcionários e professores na USP.
Em breve, postaremos aqui uma carta do grupo em repúdio à repressão no campus.
Sugerimos que visitem os seguintes sites para se manterem informados/as sobre a situação da greve e as atividades previstas:
http://www.cappf.org.br/tiki-index.php
http://www.adusp.org.br/
Fichamentos
Eu e a professora Graça estaremos na FE-USP hoje a partir das 17h. Receberemos - no escaninho dela ou na sala 223 - os fichamentos relativos aos textos da última aula (do seminário da Lisandra sobre Orozco e Barbero). Os demais fichamentos atrasados não serão corrigidos. Podem ser entregues, e serão considerados, mas não daremos um retorno em relação a eles.
Um abraço e boa semana!
CARTA ABERTA DE REPÚDIO À AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR NO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, EM 09 DE JUNHO DE 2009
CARTA ABERTA DE REPÚDIO À AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR NO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, EM 09 DE JUNHO DE 2009
Nós, professores da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, manifestamos veemente repúdio aos atos violentos da Polícia Militar no interior do campus da USP, ocorridos em nove de junho de 2009.
Tais atos, além de atingirem alunos, docentes e funcionários desta e de outras universidades, colocaram em risco a segurança e a integridade física e psicológica de nossos alunos – crianças e adolescentes com idade entre cinco e dezessete anos.
Ao solicitar a ação da Polícia Militar, a Reitoria evidenciou desconsiderar a existência de uma escola de educação básica que pertence à própria universidade e, como tal, está sob a sua responsabilidade.
A escola encontrava-se em funcionamento na ocasião dos confrontos, que aconteceram no momento da saída dos alunos, em frente à Faculdade de Educação, o que provocou INSEGURANÇA entre aqueles que ainda estavam na escola, e PÂNICO por parte dos pais e familiares que desconheciam como estavam seus filhos
Além disso, várias crianças e adolescentes, que haviam participado de atividades no período da tarde, foram expostos ao confronto direto e aos efeitos das bombas, gases, balas de borracha e à truculência da Polícia Militar.
A suposta defesa do patrimônio físico não justifica essas ações que, na verdade, demonstram a recusa ao diálogo como meio de resolução de conflitos e apontam para a destruição dos princípios de uma sociedade democrática, pelos quais lutam aqueles que atuam nesta universidade.
É triste que as comemorações dos 75 anos desta universidade, em curso neste ano, sejam marcadas por fatos que remontam a períodos autoritários e repressores da história do nosso país.
Professores da Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo
Nós, professores da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, manifestamos veemente repúdio aos atos violentos da Polícia Militar no interior do campus da USP, ocorridos em nove de junho de 2009.
Tais atos, além de atingirem alunos, docentes e funcionários desta e de outras universidades, colocaram em risco a segurança e a integridade física e psicológica de nossos alunos – crianças e adolescentes com idade entre cinco e dezessete anos.
Ao solicitar a ação da Polícia Militar, a Reitoria evidenciou desconsiderar a existência de uma escola de educação básica que pertence à própria universidade e, como tal, está sob a sua responsabilidade.
A escola encontrava-se em funcionamento na ocasião dos confrontos, que aconteceram no momento da saída dos alunos, em frente à Faculdade de Educação, o que provocou INSEGURANÇA entre aqueles que ainda estavam na escola, e PÂNICO por parte dos pais e familiares que desconheciam como estavam seus filhos
Além disso, várias crianças e adolescentes, que haviam participado de atividades no período da tarde, foram expostos ao confronto direto e aos efeitos das bombas, gases, balas de borracha e à truculência da Polícia Militar.
A suposta defesa do patrimônio físico não justifica essas ações que, na verdade, demonstram a recusa ao diálogo como meio de resolução de conflitos e apontam para a destruição dos princípios de uma sociedade democrática, pelos quais lutam aqueles que atuam nesta universidade.
É triste que as comemorações dos 75 anos desta universidade, em curso neste ano, sejam marcadas por fatos que remontam a períodos autoritários e repressores da história do nosso país.
Professores da Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo
Assinar:
Postagens (Atom)